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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Voce considera o que é importante no emprego? - Trabalho


Uma pesquisa da Icatu Seguros realizada com 420 funcionários de diversos segmentos e portes de empresas indica que a previdência privada está entre os cinco benefícios considerados mais importantes pelos empregados das companhias, atrás somente do plano de saúde e do vale-refeição.
Do total de pesquisados, 88% afirmam saber o que é previdência privada e 71% consideram importantíssimo esse benefício. Pouco mais da metade dos profissionais consultados possui a previdência privada como benefício em suas respectivas empresas e, na maioria dos casos em que isso ocorre, para 73% dos entrevistados, a contribuição é feita por ambas partes - companhias e funcionários.
"A previdência complementar não é um fator determinante no momento da escolha de um novo emprego, mas tem um peso grande pois é um benefício muito valioso", afirma o headhunter Mário Custódio, gerente de divisão da Robert Half.
Segundo ele, o profissional menos imediatista costuma dar um peso maior ao benefício. Custódio acredita que a previdência complementar tem maior apelo na retenção de um funcionário. "Quando a empresa dá a contrapartida, a pessoa pensa duas vezes quando analisa uma mudança de emprego", afirma ele.
Quais recompensas e benefícios sua empresa oferece atualmente para atrair e reter funcionários? Essa pergunta foi feita pela Robert Half, entre os meses de maio e junho de 2014, para 1.475 diretores de recursos humanos de 10 países, sendo 100 diretores do Brasil.
No resultado geral, a contribuição previdenciária apareceu em primeiro lugar, com 44%. Ficou adiante de benefícios como plano de saúde, bônus, horários de trabalho flexíveis e carro. No Brasil, essa porcentagem foi mais baixa: 24%. Já na Inglaterra, 64% das companhias oferecem o benefício, o maior índice entre os países pesquisados.
De acordo com o headhunter Luciano Carbonari, sócio da Amrop Panelli Motta Cabrera, é preciso considerar dois universos distintos: o das grandes corporações e o das empresas menores. "É mais difícil movimentar o profissional dessas grandes empresas quando ele já contribui há muitos anos. Se a companhia é agressiva na contratação, pode oferecer o que chamamos de bônus de entrada para compensar a perda que o executivo teria ao deixar seu emprego perto de atingir o tempo necessário para resgatar os recursos da previdência complementar", afirma.
Segundo Carbonari, na hora da mudança de emprego o plano de previdência é um fator de atração. Com o passar dos anos, o plano passa a ser fator de retenção. "Na hora de mudar de emprego, o executivo coloca isso na mesa de negociação. E quanto mais alto seu cargo, maior seu poder de negociação", explica o headhunter.
"Não ter plano de previdência é não ser uma empresa competitiva no alto escalão", afirma Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência complementar da Mercer.
A consultoria realizou uma pesquisa com cerca de 11 mil profissionais aposentados, Uma das constatações foi que é preciso planejar uma renda de aposentadoria de, no mínimo, 80% do último salário, pois as despesas nessa fase da vida são iguais ou maiores do que durante a fase ativa. Isso ocorre principalmente, por causa do aumento dos gastos com saúde.
Estima-se que as despesas médicas, com remédios e consultas, aumentem 24% durante a fase de aposentadoria.
Fonte: Valor Econômico

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