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sexta-feira, 29 de julho de 2011

De Juno à Júpiter - Ciência/Astronomia

Será lançado agora no início de agosto (dia 05) um foguete não tripulado Atlas 5, como parte de uma missão inédita ao coração do maior dos Planetas do Sistema Solar: Júpiter. Esse foguete, levará uma sonda robótica batizada de Juno, que deverá passar um ano dando voltas dentro dos “letais” cinturões de radiação jupiterianos, chegando bem mais perto que outras sondas lançadas anteriormente.
Seus principais objetivos são: descobrir quanta água existe por lá; o que motiva os enormes campos magnéticos do planeta, e se existe um núcleo sólido por baixo da sua atmosfera densa e quente.
Tais estudos se devem à crença que Júpiter foi o primeiro planeta a ser formado depois do nascimento do Sol, mas não se sabe exatamente como. Um dado importante que falta é a quantidade de água existente dentro do planeta gigante, que órbita o Sol a uma distância cinco vezes superior à da Terra. Assim como o Sol, esse gigante é formado principalmente de hidrogênio e hélio, com pitadas de outros elementos, como oxigênio. Cientistas acreditam que esse oxigênio se liga ao hidrogênio para formar água, o que pode ser mensurado por sensores de micro-ondas, um dos oito instrumentos científicos da sonda Juno.
O conteúdo aquático de Júpiter está diretamente ligado ao lugar -- e à forma -- como o planeta se formou. Alguns indícios apontam que ele surgiu em regiões mais frias, e então migrou para mais perto do Sol. Outros modelos computacionais sugerem que o planeta se formou mais ou menos na sua atual posição, pelo acúmulo de antigas bolas de gelo.
Seja como for, Júpiter possui pelo menos o dobro de massa se somássemos todos os outros planetas. Isso lhe confere uma força gravitacional grande o suficiente para preservar praticamente todos os materiais de sua constituição.
Espera-se que sejam obtidas fotografias detalhadas dos pólos do gigante gasoso. Mas, ainda deverá demorar até podermos começar a observar isso. A viagem de Juno a Júpiter levará cinco anos. Quando chegar lá, em julho de 2016, a sonda vai se instalar numa estreita faixa entre o planeta e a beirada interior do seu cinturão de radiação. A sonda, alimentada por energia solar, passará então um ano orbitando os pólos jupiterianos, chegando a apenas 5.000 quilômetros do topo das suas nuvens.
Só uma sonda atmosférica lançada pela Galileo, última nave enviada pela Nasa a Júpiter, chegou mais perto do que isso, mas ela foi capaz de enviar dados durante apenas 58 segundos, antes de sucumbir à pressão e ao calor extremos daquele ambiente.
O "coração" eletrônico da Juno está protegido por um baú de titânio, mas mesmo assim deve durar apenas cerca de um ano. Sua última ação será mergulhar na atmosfera do planeta, para evitar uma contaminação nas luas de Júpiter, onde teoricamente há condições de existir vida.
O lançamento da nave pode ocorrer entre 12h34 (horário de Brasília) até 13h33 da sexta-feira da semana que vem. Se as condições climáticas não permitirem, a janela de oportunidade para a decolagem fica aberta até dia 26 de agosto. A missão custará US$ 1,1 bilhão.

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