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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Saúde pede socorro - Sociedade/Política

Somos um país sindicalizado. Ou entramos na fase das greves. Houve a greve dos correios, dos bancários, outras greves isoladas à alguns estados, greves gerais na Grécia (devido ao imbróglio da economia), greve dos estudantes do Chile, e mais outras que virão por aí. Agora temos uma que não é novidade.
Em protesto contra os baixos salários e por melhores condições de trabalho, os médicos deixaram de atender nesta terça-feira serviços marcados no Sistema Único de Saúde (SUS) em 21 Estados – Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe. A paralisação deve durar 24 horas. Os médicos garantiram a manutenção do atendimento de urgência e emergência aos pacientes.
No Piauí, a suspensão irá valer três dias. Em Santa Catarina e São Paulo, algumas unidades de saúde pararam o atendimento por algumas horas. No Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, no Paraná, Rio de Janeiro, Tocantins e em Roraima, estão previstas apenas manifestações e atos públicos.
O movimento nacional é liderado pela Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Dos 195 mil médicos que trabalham no SUS, a estimativa é que 100 mil deixaram de atender. Os médicos reivindicam mais financiamento para a saúde pública, reajuste salarial e melhores condições de trabalho, como aumento no número de leitos nos hospitais.
Para o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, os salários defasados têm desestimulado os profissionais a ingressar na rede pública. As entidades médicas calculam que o salário médio pago a um médico do SUS é de R$ 1,9 mil por 20 horas de trabalho semanais. A categoria estipula um piso de R$ 9,6 mil.
Os médicos defendem também, pelo menos, dobrar o montante de dinheiro destinado pelos governos federal, estaduais e municipais ao sistema público de saúde. As entidades são contrárias ao projeto de regulamentação da Emenda 29, aprovado pela Câmara dos Deputados, que define percentuais mínimos de repasse à saúde pela União, pelos estados e municípios.
O projeto obriga, por exemplo, a União a repassar à saúde pública valor equivalente ao previsto no Orçamento do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano. No entanto, os médicos defendem o texto original de regulamentação, que destinava 10% das receitas correntes brutas da União para as ações de saúde, um acréscimo de aproximadamente R$ 31 bilhões ao orçamento anual da pasta. “O projeto da Câmara não acrescenta nenhum centavo para a saúde”, disse Tibiriçá à Agência Brasil. O projeto tramita agora no Senado. A categoria queixa-se ainda da falta de leitos nos hospitais. De acordo com a organização do movimento, 20 Estados têm número de unidades de terapia intensiva (UTIs) inferior à média nacional, que é de 1,3 leito por 10 mil habitantes.
Nos Estados onde houve paralisação, foram suspensos os exames, as consultas, as cirurgias e outros procedimentos agendados com antecedência. “Estamos fazendo (o movimento) com toda a responsabilidade. É um compromisso com a saúde do povo brasileiro”, disse o presidente da Fenam, Cid Carvalhaes.
Mas, informação nunca é demais, existem desencontros. Muitos profissionais de saúde, são sérios, competentes e comprometidos com sua profissão, onde valorizam a vida. Os valores atribuídos, são de prefeituras menores, que dispõe de menos recursos, mas para profissionais que terão jornada de 12 à 20 horas semanais. Para médicos vinculados ao PSF, já observei salários de até R$ 12 mil para jornada de 40 horas.
Ocorre que muitos tem outras atividades e não podem ficar comprometidos à um único local. Então, desenvolver a informação correta nunca é demais. Posso também citar que existe um movimento para aumento de incidência de taxas e novos tributos para atender à saúde. Não seria melhor averiguar os desvios (escandalosos) de recursos? Está na hora de parar e fazer um balanço geral, e mais que isso, julgar, e condenar quem se aproveita de estar num cargo público, e se beneficiar direta ou indiretamente de conchavos, ou ainda se omitir, e deixar a coisa solta, e fazer como um presidente de um País que sempre é o país do futuro, e falar: "Eu não sei de nada..."
Me desculpem, até entendo que profissionais da saúde devem mais é serem bem remunerados, pois eles lidam com o que é mais preciso, que é a vida, mas virarem massa de manobra para poder justificar novo imposto que será desviado é assinar em baixo toda a bandalheira que se segue nesse nosso adorável e amado Brasil. Para pensar, e quem sabe, agir!

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